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Mulher usa rede social para se insinuar e extorquir vítimas

Por: Litoral 24 horas 12/04/2017 12:09

Mulher usa rede social para se insinuar e extorquir vítimas

O médico, o jornalista, o corretor e o vigilante não se conhecem, mas têm histórias parecidas para contar. Eles caíram em uma armadilha ao aceitar conversar pelo Facebook com uma mulher, que solicitou amizade e se mostrou insinuante. A partir daí, com a divulgação de fotos ou vídeos comprometedores das vítimas, a desconhecida passou a chantageá-las, exigindo R$ 10 mil. Para evitar maiores dissabores, alguns homens cancelaram os seus perfis na rede social.

Os quatro casos são recentes e aparentam ser apenas uma amostra de outras extorsões do gênero praticadas, mas que ainda não teriam chegado ao conhecimento da Polícia Civil por constrangimento das vítimas. O primeiro crime comunicado foi contra o vigilante, que tem 41 anos, é casado e mora em Mogi das Cruzes. As demais vítimas residem no Embaré, no Gonzaga e na Ponta da Praia, em Santos.

Segundo o vigilante, na madrugada de 30 de março, ele recebeu telefonema do patrão que o indagava sobre vídeo pornográfico postado no perfil do funcionário no Facebook. Ao verificar a rede social, a vítima constatou que a filmagem foi colocada pela usuária identificada por Larissa Vergas, que comentou: “Fulano de tal (nome completo do vigilante), um homem pedófilo que se masturba na webcam para um menor de 11 anos”.

O homem negou ser a pessoa do vídeo, afirmando que houve uma “montagem”. Ele também refutou a prática do ato narrado por Larissa. Porém, admitiu ter aceito a solicitação de amizade da desconhecida, não revelando qualquer tipo de chantagem da parte dela. No entanto, não está descartada a hipótese de a sua versão ter omitido outros fatos. Ele compareceu ao 1º DP de Mogi das Cruzes acompanhado da esposa.
 

Por meio do Facebook, mulher conversava com as vítimas e se insinuava (Foto: Shutterstock)

Vítimas de santos

No dia 5 de abril, um jornalista de 56 anos, que é solteiro e mora no Gonzaga, compareceu ao 7º DP de Santos para contar a mesma história do vigilante, mas admitindo outros detalhes. Segundo ele, ao acessar o Facebook, uma mulher com o nickname (apelido) de Larissa Vergas lhe pediu para conversarem de forma mais íntima. Em seguida, a estranha ligou a webcam, exibindo-se apenas de calcinha e sutiã.

Ao descrever a suposta amiga virtual, o jornalista comentou ser ela “muito bonita, por sinal”. Durante o contato, que durou cerca de dez minutos, ela ficou completamente nua, abusou da sensualidade ao tocar o próprio corpo e convenceu o homem a fazer o mesmo. Encerrada a videochamada, ela disse que havia gravado tudo e passou a exigir R$ 10 mil para não divulgar a filmagem.

De acordo com a vítima, ela tentou reduzir o valor e obter mais dados de Larissa, que montou outro perfil no Facebook com o nome de Betha Picollo. Na mesma data, a mulher mandou o vídeo do jornalista para uma amiga dele na rede social. Sem explicar o contexto da gravação, a desconhecida postou a seguinte mensagem: “Fulano de tal(nome do jornalista), um homem pedófilo que se masturba na webcam para um menor de 11 anos”.

Médico e corretor

Residente no Embaré, o médico, de 41 anos e casado, afirmou que teve uma foto sua de rosto adicionada sobre a do corpo nu de outro homem. A suposta montagem aconteceu após a vítima aceitar conversar com Larissa Vergas pelo Facebook. O próximo passo da golpista foi exigir a transferência de R$ 10 mil para uma conta bancária na Costa do Martim, na África, sob a ameaça de compartilhar a fotografia com mais pessoas.

O pagamento deveria ser feito por intermédio da Western Union. Com atuação mundial, essa empresa especializada nesse tipo de operação de remessas internacionais de dinheiro é conveniada com o Banco do Brasil. Apesar de bastante assustado, o médico não cedeu à exigência da acusada, mas se viu obrigado a deletar todos os seus dados na rede social.

O médico comunicou o seu caso à Delegacia Especializada Antissequestro (Deas) de Santos, no último dia 7. Na mesma data, um corretor solteiro, de 48 anos e morador na Ponta da Praia compareceu ao 3º DP para relatar episódio semelhante. Sem revelar detalhes, disse que uma mulher identificada como Larissa Vergas ou Betha Picollo, com qual conversou apenas uma vez no Facebook, o acusou de pedofilia na rede social, mediante a postagem de “vídeos particulares” dele.


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