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Farmácia Popular fechará unidades; na região, destino ainda é incerto

Por: Litoral 24 horas 31/03/2017 17:38

Farmácia Popular fechará unidades; na região, destino ainda é incerto

O programa Farmácia Popular poderá deixar de ter unidades próprias a partir de maio, de acordo com o Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde (Conasems). O motivo é a inviabilidade financeira de manter os estabelecimentos. Na Baixada Santista, são dois, ambos em Santos, mas o destino deles ainda é incerto.

 

“Há uma grande dificuldade no gerenciamento desses estabelecimentos em razão do alto investimento para custeio. É um investimento muito alto para um volume baixo de atendimentos e vendas”, justificou o assessor técnico do Conasems, Elton da Silva Chaves, depois de uma reunião realizada ontem.

 

Segundo ele, o Ministério da Saúde repassa R$ 12,5 mil para cada unidade, mas as despesas são bem maiores, e a diferença é paga pelas prefeituras.

 

O que será feito 

 

Ficou acertado, na reunião, que a verba destinada à rede própria do Farmácia Popular (R$ 100 milhões) continuará sendo enviada aos municípios para uso na rede básica de Saúde, por meio da compra de remédios.

 

“A análise é de que o custo administrativo para a manutenção das farmácias da rede própria chega a 80%. Ou seja, apenas R$ 18 milhões, de fato, estavam sendo utilizados para a compra e a distribuição de medicamentos no formato atual”, explicou o Ministério da Saúde, por meio de nota, salientando que estados e municípios podem optar por manter as unidades.

 

O programa, criado em 2004, tem ainda a rede conveniada, com farmácias particulares que também oferecem medicamentos para hipertensão, diabetes e asma gratuitamente e outros com descontos. Essas continuarão a funcionar. 

Sem informação

 

A Tribuna solicitou, às 14h35 desta quinta-feira (30), entrevista com um representante da Secretaria de Saúde de Santos e dados das unidades do Município, mas a assessoria de imprensa informou que ainda não havia posicionamento oficial.

 

A Reportagem pediu ao menos as estatísticas, mas a Prefeitura disse que não conseguiria enviar os dados solicitados “devido ao horário do pedido”.

 

Em nota, informou que “uma comissão será criada entre o Conselho Municipal de Saúde e a Secretaria de Saúde para avaliar a viabilidade do programa”.