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Motorista de Camaro que atropelou e matou rapaz se defende: 'Culpa dele'

Por: Litoral 24 horas 08/09/2015 13:24

Motorista de Camaro que atropelou e matou rapaz se defende: 'Culpa dele'

O motorista que atropelou e matou um motociclista em Bertioga, no litoral de São Paulo, na rodovia Rio-Santos, na noite do último sábado (5), afirmou que não teve culpa no acidente. Segundo o desenhista Luiz Gustavo Pierobom Lobato, de 26 anos, havia trânsito intenso e o motociclista “saiu do nada” do acostamento e entrou na frente do carro dirigido por ele. De acordo com a polícia, o motorista estava em alta velocidade e responderá por homicídio culposo. Já a família da vítima diz que o motorista não prestou socorro.

A vítima, o técnico em telecomunicações Evandro Ferreira de Lima, de 32 anos, morreu na hora. O corpo dele foi sepultado no último domingo (6), no Cemitério Municipal.

O acidente aconteceu na pista sentido Rio de Janeiro da rodovia Estadual, próximo ao condomínio de luxo na região de Riviera de São Lourenço, em Bertioga. O teste do bafômetro feito após a colisão não detectou sinais de embriaguez ou ingestão de álcool pelo motorista.

“Foi muito rápido e estava tudo escuro na hora. Era um trânsito intenso e eu tive que agir rápido. Era uma distância de 10 metros. Não tive culpa. Se alguém foi culpado, foi ele. Eu fui vítima da imprudência do motociclista que saiu do acostamento do nada em direção a um posto. Eu tentei desviar, mas a distância era muito curta e pegou na lateral na moto”, explica o motorista.
 

Alta velocidade
Questionado sobre testemunhas que disseram que ele trafegava em alta velocidade na rodovia, Lobato garante que respeitou o limite de 80 km/h. "Eu não estava correndo. O problema é que as pessoas associam um carro desses com velocidade, mas foi imprudência do motociclista. A culpa foi dele", reforça.

Após o acidente, o jovem afirma ainda que prestou socorro à vítima, inclusive ligando para o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU). “Eu não fugi do local. Estão julgando tudo errado. Eu prestei socorro e liguei para o SAMU. Eu vou ajudar a família no que for preciso, mas foi uma fatalidade. Me agrediram na porta da delagacia. Bateram com o capacete em mim. Estou todo estourado”, disse.

Família rebate
Segundo Márcia Ferreira de Lima, prima da vítima e porta voz da família, o motorista não ofereceu ajuda. “Quando ele chegou já estávamos na delegacia, ele entrou de cabeça erguida como se nada tivesse acontecido. Meu primo era um rapaz trabalhador, tinha duas filhas e muitos sonhos para realizar ainda. Ele estava cursando faculdade de engenharia e voltava do trabalho. Dói muito perder alguém tão especial, mas não vamos nos calar diante destes playboys que acham que estão acima da Lei", desabafou.

Perícia
O automóvel ficou completamente destruído ao atingir um dos lados da moto, que cruzava a via, e deverá passar por uma perícia para que a polícia consiga apurar de uma forma mais clara as causas do acidente.